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Entendendo o Infarto Agudo do Miocárdio

Entendendo o Infarto Agudo do Miocárdio

O infarto do miocárdio é uma realidade que se apresenta com grande impacto à população no dia a dia por todos os meios de comunicação, especialmente nos obituários. O clima de espanto e fatalidade é propagado com tom de misticismo numa sociedade onde até chacinas, crimes sexuais e atrocidades do gênero começam a ser encaradas com naturalidade, dada a fartura de relatos. O fato é que, através do diagnóstico precoce e dos avanços no tratamento, a mortalidade nesta doença, embora alta, tem caído substancialmente em nosso meio. Acreditamos que, com o acesso amplo à informação de qualidade, tal conquista pode ser otimizada.
O que é ?
Infarto é o distúrbio circulatório decorrente do fenômeno da isquemia (do grego “pouco sangue”). Agudo se refere à instalação abrupta da condição. Miocárdio quer dizer músculo cardíaco, o elemento predominante no órgão
Como acontece ?
O coração bombeia o sangue oxigenado pelos pulmões para todo o organismo através da maior artéria de nosso corpo, a aorta. Logo em seu início, a aorta emite seus dois primeiros ramos, as coronárias, responsáveis por devolver parte do sangue ao órgão, nutrindo-o. Quando existe um desbalanço entre o requerimento de sangue e seu fornecimento, instala-se o quadro de insuficiência coronariana. Em graus extremos, tal alteração leva ao infarto.
Por que ocorre a insuficiência coronariana ?
O desbalanço entre o requerimento e fornecimento de sangue ao músculo cardíaco ocorre de duas formas; por aumento no requerimento ou por deficiência no fornecimento, sendo a segunda mais freqüentemente relacionada às complicações.
Como as coronárias diminuem seu fornecimento de sangue ?
As coronária são pequenas artérias (1,5 a 4 mm de diâmetro em média), com paredes musculares e contráteis. A redução no fornecimento de sangue ocorre basicamente por três mecanismos em interação. Os espasmos, reduções abruptas do diâmetro pela contração das paredes. Trombose: o sangue fica “grosso”, formando “tampões” e impedindo o fluxo através das artérias. E a formação de placas no interior das coronárias, que diminuem progressivamente o fluxo, também denominadas ateromas.
O que ocorre então ?
Com o fluxo coronariano diminuído ou até interrompido, o tecido entra em sofrimento. Nesta fase geralmente começam a surgir os sintomas. Se a condição se prolongar, começa a ocorrer a morte das células do miocárdio e alterações na função global do órgão. Por isto se diz em cardiologia: “Tempo é músculo!”, referindo-se à necessidade de rapidez na reversão do processo.